Fragmentos do Caos | Crónica Pessoal e Social

Os Meus Tios Manuel e Lasale

A liberdade, a classe média e a verdade histórica sem maquilhagem

A história de Portugal não se conta apenas nos discursos oficiais, nas comemorações, nos livros escolares ou nas frases redondas dos políticos. Conta-se também nas vidas simples de gente do povo. Gente que nasceu pobre, trabalhou muito, construiu alguma coisa, acreditou no futuro e viu, por vezes, esse futuro ser interrompido por forças maiores do que a sua vontade.

Hoje quero falar dos meus tios Manuel e Lasale, mas podia também contar a história de vida dos meus Pais, mas esta fica última ficará para outra ocasião, caros leitores!

Nasceram no interior pobre de Portugal, no seio de famílias humildes, em aldeias das Beiras, no tempo do Estado Novo. Não eram ricos. Não vinham de famílias importantes. Não tinham padrinhos políticos, fortunas escondidas, escrituras herdadas ou apelidos de salão. Tinham aquilo que a gente do povo quase sempre teve: trabalho, carácter, dignidade e uma resistência silenciosa que raramente entra nos manuais.

Ambos tinham a quarta classe, a escolaridade obrigatória da época. Mas escolaridade não define só por si nem carácter nem inteligência, note-se. Casaram em 1959. O meu tio Manuel era um mecânico, como muitos, numa oficina em Caria, Belmonte. A minha tia Lasale era doméstica, mas muito generosa, sempre atenta e educou com muito carinho o seu filho. Gente simples. Gente honrada. Gente com um coração de ouro.

O meu tio, porém, tinha uma competência rara. Destacara-se pela sua perícia em mecânica automóvel e em alfaias agrícolas. Num Portugal ainda profundamente rural, onde a mecanização da agricultura começava a transformar a produção, um bom mecânico não era um trabalhador menor. Era um técnico. Era alguém que sabia reparar, adaptar, compreender máquinas, resolver problemas e pôr tecnologia a trabalhar no campo.

Em 1961, por causa dessa competência, foi convidado a ir para Lisboa trabalhar numa empresa chamada Casa Catela, Lda., então representante em Portugal das ceifeiras-debulhadoras Epple. Eram máquinas modernas para a automatização da ceifa nos grandes campos de trigo e centeio. Para muita gente, aquilo era apenas agricultura. Para quem compreende a história económica, era tecnologia aplicada à produção. E tragicamente, esta é também uma parte omissa na história, e dos enormes campos de trigo do Alentejo e da Beira interior Nordeste, que a partir da década de 60, começaram a ser totalmente automatizadas as colheitas de trigo e centeio, por grandes ceifeiras debulhadoras Epple, que varriam os campos, e por onde saiam cereais ensacados e palha enfardada. Este era já na altura um tipo de operação totalmente automatizada, que no verão se mantinha operacional quase sempre 24 horas por dia. E como tal necessitando de técnicos habilitados para garantir esta operacionalidade toda. Nota: Esta é uma parte importante da automatização integral da nossa agricultura, que foi totalmente esquecida, e que nem hoje consta de qualquer documento na internet e portanto totalmente ignorada históricamente.

O meu tio era, portanto, um técnico qualificado. E, como técnico qualificado, auferia um salário de classe média normal para as suas competências, à semelhança de muitos trabalhadores especializados da Sorefame, da Lisnave, da Setenave ou de outras grandes unidades industriais da época.

Não era luxo. Era trabalho qualificado a permitir vida digna.

Com um único salário, vindo de uma aldeia sem riqueza, os meus tios começaram por comprar um apartamento no em Almada. O prédio estava hipotecado e acabaram por perder bastante dinheiro para a época. Tiveram de abandonar esse apartamento.

Mas não desistiram.

Pouco depois, compraram outro apartamento na Margem Sul, onde viveram durante oito anos. Mais tarde, compraram ainda um apartamento maior e ficaram com o anterior arrendado. Em menos de catorze anos, com um só salário técnico, eram proprietários de dois apartamentos.

Este facto, contado hoje, parece quase ficção.

E, no entanto, aconteceu.

Não aconteceu a aristocratas. Não aconteceu a banqueiros. Não aconteceu a ministros. Aconteceu a gente do povo, nascida pobre, com a quarta classe, sustentada por um salário técnico qualificado e por uma economia onde alguns sectores produtivos ainda permitiam mobilidade social real.

Depois veio o 25 de Abril

Depois veio o 25 de Abril.

A liberdade política foi uma conquista imensa e indispensável. O regime anterior era opressivo, censório, autoritário, tinha polícia política e negava liberdades fundamentais. Isso não deve ser esquecido nem diminuído. Mas a história não é um conto de fadas escrito para apagar tudo o que existia antes e iluminar apenas os erros dos outros.

Depois de Abril veio também o período revolucionário, com rupturas profundas, conflitos sociais, ocupações, nacionalizações, destruição de actividades, oportunismos e muita gente simples apanhada no meio da História, essa entidade magnífica que raramente pede desculpa às pessoas concretas que esmaga.

Os meus tios tiveram de regressar à aldeia onde nasceram. Viram trabalho, estabilidade e sonhos de uma vida serem interrompidos.
Portugal abandonou campos, desorganizou actividades produtivas, destruiu parte da confiança económica e abriu espaço a oportunismos de vários lados. Houve quem perdesse tudo. Houve quem se aproveitasse de tudo.

Esta parte da história raramente é contada aos jovens.

E talvez por isso seja tão importante contá-la.

Porque a memória oficial gosta de simplificar. Antes era tudo trevas. Depois veio a luz. E se, depois da luz, muitos continuaram pobres, muitos emigraram, muitas fábricas fecharam, muitas competências desapareceram, muitas famílias perderam o que tinham construído e o país se tornou dependente de turismo, serviços baratos, dívida, fundos europeus e salários baixos, então a culpa deve ser sempre de qualquer coisa abstracta.

Nunca dos gestores do regime democrático. Nunca das elites que falharam. Nunca dos que herdaram capacidade produtiva e deixaram definhar o país.

A história não é um conto de fadas para apagar uns e iluminar os erros grosseiros de outros. A ditadura não se desculpa com fábricas, mas a democracia também não se absolve destruindo-as.

A pergunta brutal

A pergunta que deixo é simples.

Hoje, no século XXI, em Portugal, que jovem altamente qualificado, com um bom / altíssimo salário, em catorze anos, consegue comprar dois bons apartamentos e ser proprietário deles ?

A pergunta quase responde por si.

Hoje, um jovem formado, mesmo competente, mesmo trabalhador, mesmo qualificado, enfrenta preços de habitação absurdos, rendas sufocantes, salários comprimidos, impostos elevados, instabilidade profissional e uma economia que elogia o talento enquanto o empurra para fora do país.

Segundo a Pordata, entre 2020 e 2024, Portugal registou uma subida de 24,1% no índice de preços da habitação, o segundo maior aumento entre os países europeus comparados nessa página. A habitação deixou de ser a base material da estabilidade familiar para se tornar uma muralha contra a mobilidade social.

Ao mesmo tempo, a remuneração bruta mensal média por trabalhador em Portugal atingiu 1.694 euros em 2025, segundo estimativa do INE divulgada pelo Governo. A própria fonte assinala que, na indústria transformadora, o salário bruto total mensal médio variou entre 1.394 euros nas empresas de baixa tecnologia e 2.321 euros nas empresas de alta tecnologia industrial.

A Pordata, citada pela RTP, mostrou também que o salário médio ajustado a tempo completo em Portugal era de 2.068,2 euros em 2024, contra 3.317,3 euros na média da União Europeia. No mesmo retrato, Portugal aparece com 15,1% dos trabalhadores por conta de outrem em contratos temporários, acima da média europeia.

Perante isto, a pergunta torna-se ainda mais brutal: como se constrói classe média com salários periféricos, casas a preços de economia rica, impostos pesados, precariedade estrutural e sectores produtivos insuficientes?

Hoje, um jovem com licenciatura, mestrado, inglês fluente, competências digitais, currículo internacional e capacidade de trabalho pode ainda assim não conseguir aquilo que um técnico mecânico qualificado conseguiu há sessenta anos com um só salário.

Isto não é progresso social. É uma derrota disfarçada de modernidade.

Podemos, naturalmente, falar de liberdade. Devemos falar de liberdade. A liberdade política é essencial. Sem ela, um povo vive ajoelhado perante o medo.

Mas também temos de falar de riqueza e pobreza. De mobilidade social. De salários. De propriedade. De capacidade produtiva. De indústria. De futuro. De jovens que não conseguem sair de casa dos pais antes do 30 anos. De famílias que vivem esmagadas por rendas. De trabalhadores qualificados que emigram. De um país que trocou fábricas por hotéis, técnicos por recibos verdes, soberania produtiva por dependência e esperança por discursos comemorativos.

A liberdade não compra casa

A liberdade de um povo não se mede apenas pelo direito de votar. Mede-se também pela capacidade de viver com dignidade.

A liberdade permite escolher governos.

Mas não compra casa.

A liberdade permite falar.

Mas não paga renda.

A liberdade permite emigrar.

Mas isso não devia ser o destino de quem queria ficar.

A liberdade permite criticar.

Mas não substitui indústria, salários, justiça, competência e estratégia.

A história dos meus tios Manuel e Lasale é apenas um pequeno fragmento de Portugal. Mas às vezes um fragmento mostra melhor a verdade do que muitos relatórios. Mostra que houve gente simples que conseguiu subir pelo trabalho. Mostra que existia alguma mobilidade social ligada à competência técnica. Mostra que havia sectores produtivos capazes de pagar salários dignos. Mostra também que a ruptura revolucionária e a incompetência posterior destruíram vidas, expectativas e capacidades que não voltaram.

Não se trata de defender a ditadura.

Trata-se de defender a verdade.

Portugal conquistou liberdade política, mas falhou em transformar essa liberdade numa prosperidade larga, justa e sustentável.

A democracia deu voz ao povo, mas não lhe deu sempre condições para construir património, ficar no país, criar família, comprar casa e viver com segurança.

A Pordata criou, no âmbito das "Cinco Décadas de Democracia", um retrato comparativo do país entre a década de 1970 e o presente. Esse retrato mostra transformações profundas: escolarização universal, mais esperança de vida, mais auto-estradas, mas também quase 30% das linhas de comboio desactivadas e uma economia cada vez mais terciarizada.

E é precisamente aqui que a memória familiar incomoda. Porque ela não nega os progressos. Mas pergunta pelo preço daquilo que se perdeu.

Portugal tornou-se mais escolarizado, mas demasiados qualificados continuam mal pagos.

Portugal tornou-se mais livre, mas demasiados jovens continuam sem futuro no país.

Portugal tornou-se mais europeu, mas continua com salários abaixo da média europeia.

Portugal tornou-se mais moderno, mas destruiu ou deixou definhar demasiada capacidade produtiva.

Portugal tornou-se mais turístico, mas menos capaz de garantir património às novas gerações.

A Pordata e a Fundação Francisco Manuel dos Santos assinalaram que, em 2023, a mediana do rendimento mensal das famílias por adulto equivalente era de 1.054 euros em Portugal, e que o limiar de risco de pobreza corresponde a 60% dessa mediana. O mesmo relatório indicava que 9,2% das pessoas empregadas estavam em risco de pobreza em 2023.

Trabalhar já não basta para garantir segurança. Estar empregado já não basta para estar protegido. Ter formação já não basta para entrar na classe média. Ter liberdade já não basta para construir felicidade material.

Onde está hoje a classe média?

E então a minha memória pergunta:

Onde está hoje a classe média em Portugal?

A classe média verdadeira não é uma estatística bonita num relatório. É a capacidade concreta de viver com dignidade: ter emprego estável, comprar casa, criar filhos, poupar, construir algum património, envelhecer com segurança e não viver esmagado por rendas, impostos, crédito, precariedade e medo do mês seguinte.

Por essa medida, a classe média portuguesa não desapareceu totalmente, mas deixou de ser uma classe de ascensão e tornou-se uma classe de resistência.

Hoje, muitos jovens altamente qualificados precisam de dois salários, ajuda familiar, crédito a perder de vista, herança, sorte ou emigração para conseguir aquilo que antes podia ser alcançado por uma família trabalhadora competente com um só salário técnico.

Portugal manteve a aparência da classe média, mas destruiu-lhe a substância.

Temos licenciados a viver em quartos, professores e enfermeiros incapazes de comprar casa onde trabalham, técnicos e engenheiros empurrados para a emigração, casais com dois salários que adiam filhos, famílias que sobrevivem sem margem e uma juventude a quem se prometeu modernidade, mas se entregou precariedade.

A classe média não era luxo. Era futuro.

E é esse futuro que Portugal foi perdendo: entre salários baixos, casas caras, impostos altos, serviços públicos cansados, indústria destruída, turismo dominante e uma economia que fala de inovação enquanto continua a pagar como periferia.

Esta memória familiar não absolve o passado autoritário, mas também não absolve o presente medíocre. Obriga-nos a olhar para a história sem maquilhagem: conquistámos liberdade política, sim; mas falhámos em transformar essa liberdade numa prosperidade ampla, produtiva e justa.

Que vale uma democracia que dá ao povo liberdade de voto, mas lhe retira progressivamente a possibilidade de construir património, família e segurança material pelo trabalho?

A história terminou.

Mas o julgamento continua.

Podemos falar de liberdade e direitos, sim.

Mas falemos também de riqueza ou pobreza.

Falemos daquilo que se ganhou.

Falemos daquilo que se perdeu.

Falemos daquilo que foi destruído.

Falemos daquilo que nunca foi reconstruído.

E depois, caros leitores, julguem vocês.


Nota Editorial

Esta crónica pessoal não é apenas uma memória de família. É uma pergunta dirigida ao Portugal de hoje.

A história dos meus tios Manuel e Lasale, gente do povo, nascida com numa aldeia pobre, com pouca escolaridade formal mas com trabalho, competência e dignidade, mostra uma realidade que a propaganda contemporânea prefere esquecer: houve um tempo em que um técnico qualificado, com um só salário, podia construir património, comprar casa, sustentar família e subir socialmente pelo trabalho.

Não se trata de saudosismo de nenhuma espécie, mas de realidades concretas. O Estado Novo foi um regime autoritário, repressivo, censório e politicamente opressivo e com uma maioria da população rural e muito pobre. Um sistema político de cariz pessoal, que se mantinha 'orgulhosamente', apesar de condenado em todo o mundo civilizado, por manter ainda colónias em África. A liberdade conquistada em Abril foi indispensável e abriu mil janelas de esperança a todos os portugueses. Mas a liberdade política, por si só, não garante prosperidade, mobilidade social nem felicidade colectiva.

A pergunta que esta memória deixa é simples e brutal: onde está hoje a classe média em Portugal ? Que cidadãos e que cidadania a dos mais jovens, apesar de um ensino obrigatório, pelo menos até ao 12• Ano de escolaridade?

A classe média verdadeira não é uma estatística bonita num relatório. É a capacidade concreta de viver com dignidade: ter emprego estável, comprar casa, criar filhos, poupar, construir algum património, envelhecer com segurança e não viver esmagado por rendas, impostos, crédito, precariedade e medo do mês seguinte.

Por essa medida, a classe média portuguesa não desapareceu totalmente, mas deixou de ser uma classe de ascensão e tornou-se uma classe de resistência, que tem como destino uma velhice de sobrevivência assistencial.

Hoje, muitos jovens altamente qualificados precisam de dois salários, ajuda familiar, crédito a perder de vista, herança, sorte ou emigração para conseguir aquilo que antes podia ser alcançado por uma família trabalhadora competente com um só salário técnico.

Portugal manteve a aparência da classe média, mas destruiu-lhe a substância. Os impostos que o estado cobra aos trabalhadores são altíssimos e a máquina fiscal trituradora dos mais pobres nunca está satifesta. Os portugueses pagam impostos de paises ricos e recebem serviços do Estado, ao nível de um país pobre e destruturado.

Temos licenciados a viver em quartos, professores e enfermeiros incapazes de comprar casa onde trabalham, técnicos e engenheiros empurrados para a emigração, casais com dois salários que adiam filhos, famílias que sobrevivem sem margem e uma juventude a quem se prometeu modernidade, mas se entregou precariedade.

A classe média não era luxo. Era futuro.

E é esse futuro que Portugal foi perdendo: entre salários baixos, casas caras, impostos altos, serviços públicos cansados, indústria destruída, turismo dominante e uma economia que fala de inovação enquanto continua a pagar como periferia.

Esta memória familiar não absolve o passado autoritário do Estado Novo, mas também não absolve o presente medíocre. Obriga-nos a olhar para a história sem maquilhagem: conquistámos liberdade política, sim; mas falhámos em transformar essa liberdade numa prosperidade ampla, produtiva e justa.

Que vale uma democracia que dá ao povo liberdade de voto, mas lhe retira progressivamente a possibilidade de construir património, família e segurança material pelo trabalho?

A resposta fica com os leitores.

Porque a história terminou.

Mas o julgamento continua.

Francisco Gonçalves
para Fragmentos do Caos


Referências

  1. Pordata / Fundação Francisco Manuel dos Santos, "Cinco Décadas de Democracia em Portugal", retrato comparativo do país entre a década de 1970 e o presente.
    https://www.pordata.pt/cinco-decadas-democracia-em-portugal
  2. Pordata / Fundação Francisco Manuel dos Santos, "Custo de Vida, Rendimento e Poupança", com dados sobre evolução dos preços da habitação em Portugal entre 2020 e 2024.
    https://retratos.europa.pordata.pt/pt/custo-de-vida/portugal
  3. Pordata / Fundação Francisco Manuel dos Santos, "Pordata retrata a evolução da pobreza em Portugal", relatório de 2025 com dados sobre mediana do rendimento mensal, limiar de pobreza e risco de pobreza segundo a condição perante o trabalho.
    https://ffms.pt/sites/default/files/2025-10/17.10.25%20PR_Dia%20Internacional%20Pobreza_2025_PORDATA.pdf
  4. INE / Governo de Portugal, "Salários reais cresceram 3,2% em 2025", com estimativa da remuneração bruta mensal média por trabalhador em Portugal.
    https://portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticias/salarios-reais-cresceram-32-em-2025
  5. RTP/Lusa, "Dados da Pordata. Portugal é o 5.º país da UE com carga horária semanal mais elevada", com comparação entre salário médio ajustado a tempo completo em Portugal e na União Europeia, e dados sobre contratos temporários.
    https://www.rtp.pt/noticias/economia/dados-da-pordata-portugal-e-o-5o-pais-da-ue-com-carga-horaria-semanal-mais-elevada_n1738272
  6. Jornal Económico, "Pordata diz que trabalhadores em Portugal têm maior nível de escolaridade mas 25% recebe ordenado mínimo", síntese de indicadores Pordata sobre escolaridade, salários e tecido empresarial.
    https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/pordata-diz-que-trabalhadores-em-portugal-tem-maior-nivel-de-escolaridade-mas-25-recebe-ordenado-minimo/
  7. OECD, "OECD Economic Surveys: Portugal 2026", análise sobre produtividade, investimento, competências, habitação e crescimento económico de longo prazo.
    https://www.oecd.org/en/publications/oecd-economic-surveys-portugal-2026_025b3445-en.html
  8. OECD, "Tackling Portugal's housing affordability challenge", capítulo do relatório económico de 2026 sobre a crise de acessibilidade à habitação em Portugal.
    https://www.oecd.org/en/publications/oecd-economic-surveys-portugal-2026_025b3445-en/full-report/tackling-portugal-s-housing-affordability-challenge-promoting-sustainable-and-inclusive-housing_c920df36.html

Crónicas de um Portugal

por Francisco Gonçalves

Memórias de uma vida, fragmentos de uma história e testemunhos de um país que ainda procura compreender-se.

Podemos todos continuar a deixar os políticos criarem narrativas para postais ilustrados, com excelentes fotografias para turista ver, mas de uma única coisa eu pessoalmente tenho alguma certeza: Só a VERDADE nos salvará como NAÇÃO.

A verdade não é inimiga da liberdade. É a única coisa que ainda pode impedir que a liberdade se transforme apenas numa palavra bonita num país empobrecido.

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